quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sacramento/MG! A galinha,o tombo,o bêbado, a idosa, o coco e muito mais!

Acredito que todo mundo goste do período do Carnaval. Não necessariamente das festas, dos desfiles de escolas de samba, mas sim do feriado de quatro dias. Desde descansar em casa, estar com amigos ou fazer uma viagem alternativa (para um local que não tenha a cultura das festas populares de carnaval. Algo mais para descansar do que farrear).


No Brasil usamos esses 4 dias  para extravagância. Seja ficar em casa apenas repousando, ir às festas, beber muito e tudo que vê pela frente. Beijar meio mundo. Transar com qualquer um (a) e com o máximo possível. Gastar todo o dinheiro e por aí vai. É hora de exagerar. Sem moderação (que não tenha consequências negativas, claro).

Eu particularmente já tive várias fases com esta festa realizada em fevereiro. Quando criança gostava das matinês e ir fantasiado. Era tudo mais inocente. Quando adolescente tive aquele momento que era 'cult' dizer que odiava carnaval. Que era tudo ruim. Depois vi que não era assim e fui em algumas festas. Hoje, digo que gosto mais dos feriados e aproveitei alguns para viajar. Não sou fã das músicas que rolam no carnaval e nunca gostei das escolas de samba (isso desde que eu me entendo por gente nunca fui fã). Nunca vi graça nos desfiles e acompanhar pela TV dá muito tédio. Principalmente os juízes que só dão nota 10. Qualquer 9,7 é motivo de choro para as escolas de samba. Fico incrédulo com isso.

Enfim, aproveitando que já chegou a data do evento mais esperado no Brasil, vou relatar fatos (divididos em três postagens) que aconteceram em algumas viagens que fiz. Duas para Minas Gerais (uma para o evento mesmo), uma em Florianópolis/SC e outra no Uruguai (o intuito não era esse, mas estive lá e vi o quão forte é a cultura carnavalesca).

Vamos viajar?


Aqui servirá para falar sobre as cidades, curiosidades, besteiras que rolaram e outros assuntos.

Já adianto que certas situações é interessante contar o milagre, mas nunca o santo, logo os nomes de alguns cidadãos foram alterados com o intuito de não expor o individuo.

Confira:

Parte 1:

Sacramento/MG (2006)
crédito da foto: http://cea-sitiodapedreira.blogspot.com.br/


Minas Gerais, sem dúvida, é um dos estados brasileiros mais ricos em festas, histórias e cultura. É a unidade federativa com mais municípios (853) e a fama carnavalesca é muito grande. Principalmente nas cidades históricas. Entretanto, no sudoeste  há um município chamado Sacramento que tem em torno de 24 mil habitantes. Não me recordo qual dos meus amigos falou que o agito por lá era bom e fomos em 14 verificar. Alugamos uma casa que tinha apenas três cômodos : duas salas e um minúsculo banheiro.

Os 14 machos foram em uma van, de São Carlos/SP, até o seu destino final. Como de praxe, começaram a beber logo de manhãzinha e no início do trajeto. Uma sexta-feira.

Os papos são mais ou menos os mesmos de cada viagem. 'Vou ficar muito bêbado, muito louco', 'vamos pegar muita mulher', 'zoar até não poder mais', 'vão ser os melhores quatro dias da minha vida' e etc. Durante o caminho, pouco antes de atravessar o estado, alguns passageiros tiveram o primeiro sintoma de ingerir muito álcool: vontade de ir ao banheiro. Pediam insistentemente ao motorista que arrumasse um lugar para poder aliviar a tensão, digamos assim. Solicitação aceita. Parada em algum posto qualquer perto de Franca/SP. Tensão aliviada e a viagem seguiu adiante.

Ao chegar ao pequeno município mineiro já se sentia o ar de tranquilidade interiorana. Muitas casas antigas, ruas de paralelepípedos, pouco comércio e uma rotina que anda a '10 km/h'. Eu achando isso ótimo.

Nosso domicílio ficava bem 'no coração' de onde ocorria o carnaval sacramentano.

Todos bem instalados e vamos as epopeias de 11 anos atrás. Para contá-las pedi ajuda a cinco amigos que estiveram nessa epopeia. Já os agradeço pela atenção. Os relatos foram separados em capítulos.

Vamos lá!

A galinha:
Durante o trajeto até Sacramento/MG alguém teve a brilhante ideia de arrumarmos uma mascote. Nem todos concordaram, mas em uma democracia a vontade da maioria prevalece. Mesmo que não seja uma grande ideia.

Já na cidade pedimos informações aos moradores onde poderíamos encontrar algum animal de estimação. Indicaram uma residência e fomos até o destino.

O domicilio era meio sombrio.Não passava uma energia boa. Chamamos pelos moradores e fomos atendidos por uma senhora que se vestia de um modo nebuloso, digamos assim . Era meio seca nas palavras e nos levou até o seu quintal. Um pouco escuro.Lá havia uma variação de aves e escolhemos uma galinha para ser a nossa acompanhante.

Saímos de lá felizes por sobreviver aquele ambiente sinistro.

Na casa em que alugamos havia um pequeno espaço fechado, no fundo, em que a galinha poderia ficar. Era pequeno, mas dava para se mover.

O grande problema é que esquecemos que os animais são seres com algumas necessidades fisiológicas iguais aos humanos. A pobre ave defecava, e claro, nós pensando só em zoar no carnaval, não íamos ficar limpando o recinto. O problema foi o cheiro forte. A casa já não estava muito arrumada e o odor agravava a situação. Beirando o insuportável.

Quem foi oposição ao ter a mascote já se mostrava bastante irritado com a presença daquele ser com penas.

Entre goles de cervejas, zoeiras e risadas, havia pequenas e ríspidas discussões entre situação e oposição para saber se continuaríamos ou não com a galinha. Em geral, as pessoas tinham receio em abandonar o pobre bicho.

O que recordo é no terceiro dia, de tardinha, chegar na casa e encontrar o cafofo vazio! Sim, ela até então havia sumido! Comuniquei os meus companheiros de viagem e iniciamos uma busca pela nossa mascote. Andamos por boa parte de Sacramento. Ninguém havia visto o ser.

Até que de repente se escuta no carro de som do carnaval da cidade algo do tipo: 'Atenção, 15 estudantes da UFSCAR (como?ninguém estudava na tal universidade) estão atrás de uma galinha que sumiu. Sim, gente...uma galinha!!!! O animal foi adquirido como mascote e fugiu. Se alguém souber do paradeiro avise-os'.

De repente, havíamos virado o centro da festa. Por pelos menos alguns minutos.

Perdemos boas horas atrás do nosso xodó de estimação. Em vão, nunca mais a vimos.

Passado alguns dias ou até meses da viagem, um meliante que não simpatizava muito com o pobre animal confessou ter doado ela a uma pessoa da cidade. Coitada da galinha. Deve ter virado canja de alguma família. No mínimo.

Em tempo: Após 11 anos do ocorrido, eu e mais três integrantes da tal viagem nos encontramos em um boteco para relembrar as histórias. Agradeço a ajuda deles, pois sem essa reunião, muitas histórias ficariam pelo caminho. A memória trai.

Um dos presentes no boteco foi quem havia dado sumiço na galinha. De forma exclusiva a este blog, ele nos contou detalhes do que houve com a ave.

" Eu simplesmente não aguentava mais aquela galinha Entrei um dia na casa e só estava o Januário dentro.Falei que ia dar fim na galinha.Januário não se opôs. Abri a portinha de onde ela estava,fui tentar pegá-la e ela escapava da minha mão. Eu já tinha bebido umas. Imagina um bêbado tentando pegar uma galinha?! Sofri, mas consegui agarrá-la. Sai da casa, vi que não tinha nenhum dos hóspedes por perto e comecei a oferecer para as pessoas. Uma senhora aceitou e me agradeceu ainda", recordou e revelou o meliante.

Foi brigar e caiu do telhado
Como dito no texto acima, a galinha gerou problemas na casa. Entretanto, não foi só na nossa. Os vizinhos pareciam incomodados com o cheiro de excremento da pobre ave. Havia uma pequena edícula e víamos constantemente dois caras, provavelmente de um segundo andar, reclamando e nos xingando. 

Inicialmente não dávamos importância.

Os dias passaram e a situação foi ficando mais séria. Os dois indivíduos começaram a tacar água e posteriormente algumas garrafas no nosso recinto. Nos intimidavam. Mostravam dedo do meio e queriam briga.

Com o problema se agravando, Patrício Matta foi tirar satisfação e subiu no telhado. Porém, Patrício já havia bebido muito!! Como o próprio recordou, deu dois passos e a telha foi pro chão, caindo na laje.

"Quebrei a telha e cai na laje. Meu braço ficou todo cortado. O clima entre a nossa galera e aqueles dois caras estava muito pesado. Eu subi, pois acho que queria ir até a edícula deles e tirar satisfação. Eu bêbado, lembro que subi muito rápido, dei dois passos,quebrei e cai na laje. Pisei  na telha como se tivesse pisado no chão e cai.O curioso, é que eu estava muito bêbado, e quando passou o efeito eu vi meu braço  todo cortado e não lembrava o que tinha acontecido. Não vinha na minha mente os fatos. Um bom tempo depois do carnaval é que os fatos foram clareando na minha cabeça", recordou Patrício em entrevista exclusiva a este blog.

Não houve briga e após o sumiço da galinha, os dois seres não nos incomodaram mais.


O bêbado em todos os seus estágios:
Já dizia o provérbio: "bêbado é uma desgraça". Frase curta, porém real.

Toda viagem, principalmente carnaval, tem aquela pessoa que passa dos limites. Em uma caravana com 14 a chance dessa situação acontecer era grande. Não houve escapatória.

A mais cômica aconteceu creio que no segundo dia.


Era por volta das 16h, 17h,e estava um sol de rachar.Calor. Nada como aproveitar a tarde, iniciar a bebedeira e as festas. Como mencionei acima nossa casa ficava na rua onde aconteciam os eventos. Era só abrir a porta e já dávamos de cara com o fervo.

Alguns são-carlenses  avistaram algumas adolescentes e as abordaram. Os paulistas tinham em torno de 18 e 20 anos. As mineiras creio que entre 15, 16, no máximo 18. Os que não foram conhecê-las tiraram um pouco de sarro dos que foram os chamando de pedófilos. A palavra é feia, mas era uma brincadeira entre amigos. As meninas não eram crianças e sim adolescentes. Nada para estressar.

Eu estava sentado na calçada, olhando para o nada e bebendo cerveja. Tanto do meu lado direito como do esquerdo estavam outros amigos meus na mesma situação. Curtindo o agradável dia e degustando uma 'breja'.

Estava tudo calmo, silencioso. Após algumas horas sinto alguém cutucar, de forma ríspida, meu ombro esquerdo. Era Bartolomeu e começou a falar em tom desesperado:

"Não, mano. Os caras ali começaram a me chamar de pedófilo, porque eu estava de papo com as meninas. Eu não sou pedófilo! Eu estava apenas conversando! Juro!"

Eu achei aquilo estranho. Parecia início de uma piada. Uma brincadeira.Olhava com ar de dúvida para entender qual era a mensagem de Bartolomeu.

Ele apenas repetia: " Mano, é sério, eu estava só conversando. Não era nada demais. Não sou pedófilo. O pessoal leva tudo na maldade."

Quando vi os olhos de Bartolomeu lacrimejando eu entendi que era um surto. Uma preocupação com sua reputação em que as horas que ingeriu álcool  transformasse uma bobagem em drama pessoal. Para ficar a noite toda se defendendo e claro, depois até mudando de assunto e falando o que não devia.

Durante seu desabafo todos na casa já perceberam a situação de Bartolomeu. Parecia que quanto mais queriam acalmá-lo, mais irritado ele ficava.

Bartolomeu seguia seu showzinho. Tentando se explicar. Se desculpar. Começava a falar de outro assunto. Misturava um com outro.

Passado bom período, Bartolomeu começou a falar de um grande amor do passado. Repetia com exaustão a frase: 'Eu não transava com ela. Era amor! Nós fazíamos amor!'.

Já extremamente alterado imitava as posições sexuais que praticava com sua ex-parceira. Todos riam do estado que o pobre embriagado se encontrava. O famoso tragicômico.

No final da madrugada o show não tinha acabado.Brincadeirinhas e provocações eram feitas ao alcoolizado.

Até que Homero fez uma provocação falando da tal amada e Bartolomeu quis partir para a pancadaria. A coisa tinha ficado séria!

Homero tentava acalmar e Bartolomeu queria violência. Tivemos que acalmar o maior bêbado da galera até então. Até ele deitar e pegar no sono. Não foi fácil, mas conseguimos.

No dia seguinte, o pobre ser disse ter consciência do show que deu, mas pensava não se lembrar de tudo.

Enfim, Bartolomeu passou por todos os estágios do álcool. A empolgação, a tristeza, a raiva, o sono e a amnésia. Além, claro, de falar o que não devia.

O banheiro
Era um cubículo. Minúsculo. Havia apenas pia, privada e chuveiro.Para 14 homens.Imagina 14 homens precisando escovar os dentes, lavar o rosto, fazer necessidades básicas e tomar banho neste pequeno espaço? No primeiro dia até que aguentou. No segundo ficou mais ou menos. No terceiro, alguns começaram a usar os toaletes de hotéis e restaurantes  que haviam por perto.No quarto dia, pela manhã, era unanimidade que não dava mais para usar o banheiro da casa. Fedia e o chão estava alagado. Estado de calamidade!

O debate entre todos os presentes era: 'o que fazer com o específico recinto`?

Sim, óbvio que precisava de uma limpeza. Mas quem ia fazer este serviço? Afinal, nenhum dos envolvidos foi a Sacramento para limpar banheiro.

Outra solução seria procurar uma faxineira na cidade. Inicialmente, alguns não quiseram, pois queriam economizar dinheiro. O álcool sempre é a prioridade.Também argumentavam que iríamos ficar só mais um dia e meio e dava para aguentar o recinto sujo.Felizmente era uma minoria que pensava assim.

Novamente em uma democracia a maioria vence. A maioria queria chamar uma faxineira. Um dos que votou a favor prometeu que conseguiria achar uma e com um preço bem baratinho.

Iniciou-se uma caça à salvadora da pátria dos são-carlenses. Abordávamos pessoas nas ruas questionando se tinham contato de alguém que poderia fazer esse serviço em pleno carnaval.Até que em um boteco um senhor disse que sua irmã poderia cumprir a missão.

Ficamos esperando umas duas horas e a senhora apareceu e concordou em limpar a casa. Já que ia limpar o banheiro, dava um jeito em tudo, pois o restante do local não estava nada higiênico.

Fiquei com receio de mostrar a casa.Não queria ver a reação dela ao deparar-se com o estado deplorável do banheiro. Imagina aguentar aquele fedor todo?

Enfim, trabalhos iniciados e os moradores esperaram na rua, já curtindo mais um dia de carnaval.

Após um período foi nos dada autorização para retornar ao recinto. Estava extremamente limpo.Brilhante! Lustroso! O banheiro então...pronto para outra.

E sim, o cidadão que disse que conseguiria um bom serviço por um preço bem barato o fez. Mais barato do que nós queríamos pagar e o que seria justo. Enfim...esse teve lábia!

Por fim, foi muito agradável ficar um dia e meio em um recinto limpo. Não precisando usar banheiros de hotéis e restaurantes. Compensou.


Desculpa não limpa chão
Benigno era um ser pacato e com pouco diálogo. Na viagem a Sacramento/MG, Benigno ficava mais na casa alugada do que na rua. As poucas vezes que o via estava na porta e fumando um cigarro.

Entretanto, em um dos dias de carnaval houve uma chuva forte. Duas mulheres, uma delas com um filho de colo, pediram para ficar um tempo hospedadas na nossa residência. Foram aceitas. Mas Benigno, pelo seu jeito anti-social não gostou da presença das duas.

No meio daquela noite uma das mulheres começou a passar mal e vomitou no chão da casa. Não é recordado o motivo que ela passou mal. Mas vomitou.

Benigno, descontente já com a presença das duas, começou a limpar o chão. Pegou um balde, encheu de água e tacou no chão.Várias vezes. Era nítido a sua irritação.

Em um dado momento, a dama que fez a tal tragédia falou: 'Moço, me desculpe.Por favor.'

Benigno, com sua sinceridade de sempre, de forma seca retruca: ' Desculpa não limpa chão!'

A tal senhora ficou sem graça e Benigno, frio como era de praxe, estava apenas interessado em deixar o chão limpo.

Após algumas horas, São Pedro fechou a torneira do céu e as duas seguiram seu rumo.

O gordinho sexy sensualizando com cerveja
Toda viagem que se faz em galera sempre há um gordo/gordinho fanfarrão. Aquele que gosta de aparecer. É engraçado. Amigo de todos. Só pensa em ficar bêbado e zoar. Esta sempre de bom humor e procura, através de piadas levantar o astral de todos.

Nessa ida a Sacramento/MG não foi diferente. Havia um ser que aprontou as suas.

Em uma das tardes, alguns são-carlenses xavecavam algumas mineiras.A conversa fluía, falando sobre a vida, São Carlos, Minas Gerais, carnaval, estudos e por aí vai. Situações normais.

Eis que o tal ser aparece, sem camisa, no meio da conversa e com uma lata de cerveja na mão. O fanfarrão da turma abre-a e começa a tacar pelo corpo fingindo uma sensualização. Igual aquelas propagandas de cerveja em que as mulheres se deliciam com o produto etílico. Um deboche que custou a presença das meninas no local.Incomodadas com o bêbado tacando cerveja em si mesmo, estas se foram. Deixando alguns marmanjos bravos com o fanfarrão do rolê.


Pegadinha! O gordo no freezer

Como em toda viagem o álcool não pode fazer falta. Os garotos de São Carlos compraram 60 fardos de uma marca de cerveja que leva o nome de um país europeu cuja capital é Valeta. A lata à época custava R$0,64. Enfim...

As tais 'cevas' ficavam em um frigobar na casa alugada. Alguém, sabe-se lá quem, teve a ideia de tirar elas de lá e colocar o gordinho fanfarrão dentro do freezer. Óbvio que a ideia foi aceita.

Alguns são-carlenses puxavam assuntos com cidadãos sacramentinos ou mesmo os que estavam de passagem e os convidavam a entrar e tomar uma cerveja. Ao chegar próximo ao freezer, o tal convidado abria o recipiente e o fanfarrão saía e dava um susto! Igual aquelas pegadinhas que passavam no Faustão e no Sílvio Santos!

Algumas pessoas riam do ocorrido, outras saiam correndo. Outras ficavam nervosa. Enfim, era do jogo.

Mas em um dado momento, um dos nossos amigos chamou duas amigas para entrar na casa e pegar cervejas. Sabe-se lá como foi a abordagem.


As duas aceitaram o convite e na hora do vamos ver saiu o gordinho do freezer. Passado o susto inicial, uma delas acabou beijando o fanfarrão!!


O gordinho seguiu a noite com a tal donzela.Ela residia em Sacramento/MG.Segundo o próprio, a menina pediu que ele o acompanhasse até a sua casa. O fanfarrão a levou e nos contou que no meio do caminho a libido de ambos estava muito alta e acabaram dando aquela trepadinha.Em um lugar discreto da cidade.


Moral da história, uma pegadinha pode irritar 1000 pessoas, mas com certeza uma vai gostar e vai te fazer muito feliz (mais até do que isso)!!!

Juvenal tenta trocar gato por lebre
Como já mencionado, os garotos de São Carlos levaram para Minas Gerais uma cerveja não muito famosa. Foi pelo baixíssimo preço (R$ 0,64). 60 fardos.

O grande problema desse produto etílico é que o gosto maltratava o paladar dos clientes. No primeiro dia tomaram normalmente.

No segundo, já foi um sacrifício. Torturante. Sentiam falta de uma bebida com mais qualidade.

Com o intuito de conseguir uma 'gelada' mais saborosa, Juvenal teve a ideia de ir aos bares, dizer que era uma cerveja importada e de difícil aquisição no Brasil. O objetivo era conseguir um produto melhor ou até fazer uma revenda e faturar um dinheiro.

Mas o plano, do Juvena (apelido), foi em vão. Todos na cidade afirmavam conhecer a cerveja e não caíram nessa história.

Entretanto, houve um acordo em um bar. Que fosse cedida 2 unidades da cerveja que leva o nome de um país europeu por 1 de uma marca nacional. Os são-carlenses adoraram e passaram a fazer o troca-troca.E foram muitas.

Mas os dias se passaram e o dono do local inflacionou o negocio. Pediu  3 cervejas por 1. O trato teve que ser feito, mas as trocas foram diminuídas.

Até os últimos minutos dessa viagem, tiveram que tomar a tal cerveja. Nunca mais compraram.

O tornozelo com ligamento rompido e o cu na mão
Uma semana antes de viajar a Sacramento, Reginaldo rompeu os ligamentos do tornozelo.Engessou o pé. Para não ir com o gesso, o arrebentou e foi sem. O que posteriormente custou uma bronca do médico.

Reginaldo era muito ativo. Não ficava um minuto parado. Quando bebia então, ficava mais endiabrado. Sem noção.

Em certa noite, ele e mais alguns carlopolitanos começaram a jogar futebol. Mas com um coco e não com uma bola. Até que deram um balãozinho com o coco e Reginaldo, que tinha o tornozelo comprometido, resolveu chutar com força e para cima a fruta e fodeu ainda mais o local machucado.

Já estavam quase todos dormindo na casa (suponho que já era quase 5h da manhã) quando o lesionado, que não aguentava mais de dor, pediu ajuda para levar a um hospital próximo. Seis pessoas fizeram o favor. Eu era um deles.

Chegamos em um pronto-socorro próximo e este foi encaminhado para fazer um raio-x.

Eu fiquei na sala de espera. Ao meu lado estava uma garota. Branquinha e de cabelo preto.Era nítido que estava drogada. Começou a puxar assunto falando sobre a noite e o motivo que estava no hospital.Uma amiga dela havia passado mal.

Depois desabafou sobre a sua vida. Falou que viveu um período em São Paulo/SP, trabalhou na noite (dando a entender que era prostituta) ,mas que agora tinha saído dessa vida e que morava em Uberlândia/MG com o filho. O marido estava preso por tráfico de drogas.

Outra preocupação dela era que tinha ido com o seu irmão a Sacramento/MG,mas não o avisou que foi ao hospital . Que ele devia estar procurando ela pela cidade.

Conversa vai, conversa vem e nada do meu amigo sair do atendimento.

Passando algum bom tempo, o irmão da tal mulher aparece. Tinha um jeito de ser mal-encarado. Com várias correntes pelo corpo.

Ele perguntou, bem irritado, o que ela estava fazendo no hospital.

A resposta foi: ' Vim aqui com a fulana que passou mal. Estou esperando ela sair.'

A réplica foi: ' Por que não me avisou? Estive te procurando por toda parte!!!!'


Seguiu a tréplica: ' Foi tudo rápido. Não estou sozinha, estou com ele (apontado para mim, que estava quieto).

O cara virou e apontou o dedo e me disse: 'Você está com ela então'?

Eu, com receio dele, não sabia o que falar, até que ele mesmo respondeu:

'Se está com ela, pode levá-la para casa'.

E foi embora! Rindo e bem humorado. Bem diferente de como entrou.

Eu apenas senti um alívio na alma.

Passado alguns minutos, Reginaldo saiu com o pé engessado, retornamos ao nosso aconchego e dormimos. Mesmo imobilizado, Reginaldo seguiu curtindo o carnaval e não cumpriu a ordem médica que era de repouso.


A idosa de olho no novinho

Já era terça-feira. Última noite de folia. Aproveitar o máximo. Os jovens são-carlenses estavam na rua. Formavam uma roda. Bebiam e conversavam. Próximo estava um grupo de pessoas idosas. Creio que mais de 60 anos.

Dentre eles, havia uma senhora que começou a olhar para um dos rapazes de São Carlos. Não desgrudava os olhos. Amadeu percebeu que era o alvo da senhora. Mas deixou quieto. Januário percebeu a situação e comentou com Amadeu.Outras pessoas em volta também perceberam.

Maldoso, Januário chamou a senhora para conversar com Amadeu. Ela deu oi e Amadeu respondeu. Percebeu também que foi isolado. Ficando ele e ela.

A mulher, toda empolgada, perguntou o nome do menino  e de onde era.

`Sou Amadeu  e moro em São Carlos.E você?`

`Eu sou Ana (nome fictício) e sou de uma cidadezinha aqui perto'.

Ela tenta pegar na mão do jovem, que apenas se afasta. Em seguida, o menino pergunta a idade dela.

Surpreendentemente, Ana afirma: `Tenho 35 anos.`

Óbvio que Amadeu não acreditou, pois sua fisionomia apontava que era no mínimo 65. Em seguida,o garoto pediu que ela mostrasse o RG.

Ela afirmou que não estava com nenhum documento.

Amadeu perguntou se ela tinha filhos e netos.

Ana voltou a falar que era jovem, que nunca casou e nem tem filhos, muito menos netos. Em seguida, Ana pediu o telefone e o endereço de Amadeu. Este a questionou o motivo e a resposta foi: `Para nos comunicarmos. Quando tiver um baile na minha cidade eu vou te chamar.`

Amadeu apenas desconversou e falou que voltaria para  a roda de seus amigos. Ana disse que tudo bem e ainda passou a mão na barriga do pobre menino. Ela riu e ainda mandou beijo.


Passado algumas horas, Januário cutuca Amadeu e pede para olhar para o lado. Era Ana mandando beijos e dizendo tchau.

Risos de alguns dos presentes com a situação.

Considerações finais:
1) Era um tempo em que os celulares não eram modernos como agora. Logo não era qualquer um que tinha máquina fotográfica. Nenhum dos envolvidos que conversei recentemente afirmou ter tirado fotos.

2) Houve um integrante que conheceu uma menina no segundo dia e ficou de namorico com ela até a última noite. Estavam sempre juntos.

3) Reza a lenda que essa menina tinha máquina fotográfica, registrou alguns momentos nossos e em seguida mandou por e-mail ao seu ficante. Entretanto, esse foi aqueles amores de carnaval e os dois nunca mais se viram. Segundo o próprio, ela enviou as fotos, mas em um e-mail que ele não acessa mais, não tem como procurar a correspondência eletrônica e encontrar as fotos. Paciência.

4) Como mencionado fomos em 14 garotos. No entanto, voltamos em 12. Dois, no meio da viagem, voltaram a São Carlos. Um por conta de sua namorada e o outro, porque acho que se encheu de Sacramento/MG.

5) Patrício não contente em cair do telhado e cortar o braço ainda aprontou outra. Em um bar próximo havia dois policiais fazendo um lanche. Patrício viu o carro dos policiais e começou a mexer na sirene. Os amigos ficaram preocupados que ele estivesse tirando a sirene do carro. Felizmente era só uma brincadeira. Não teve maiores consequências.

6) Houve um coleguinha que levou menos dinheiro do que devia e no último dia ficou sem um tostão. Foi atrás de banco e caixa 24 horas na cidade e em vão. Deu sorte que um de seus amigos emprestou dinheiro para jantar. Bebida ainda tinha de sobra.

7) Houve carlopolitano, que a fim de subir no trio elétrico, onde estavam autoridades da cidade,afirmou  que era filho do secretário de saúde de Sacramento/MG. Em vão....


8) Se alguém lembrar de alguma história ou tiver fotos me avisem!!!

9)Ah, chega, né?

......Fim




  






sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2007/08: a trágica passagem de ano!

Quando resolvemos contar momentos marcantes em nossa vidas, dificilmente escolhemos aqueles que deram errado. Não é fácil. Nos Sentimos envergonhados e as vezes até humilhados. Gostamos de falar dos momentos em que nos demos bem ou temos algo a ensinar.

Enfim, aproveitando a virada do ano vou contar um que ocorreu na virada de 2007 para 2008 e foi cilada atrás de cilada. Na época não vi graça. Hoje acho cômico, apesar de não ter vontade de reviver. Escrever até que foi divertido.

Vamos lá:  
Todo final de ano era praxe na minha família: réveillon em Capão da Canoa/RS. Tínhamos uma casa na Avenida Paraguaçu, quase no fim da cidade e em direção a Capão Novo/RS.

O nosso reduto no litoral norte gaúcho foi adquirido em meados dos anos 80. Desde pequeno tinha esse espaço como um aconchego para passar o final de ano. Sair da rotina, conhecer gente nova e pegar praia, claro.

A Paraguaçu guardada as devidas proporções é igual a Avenida Ipiranga em Porto Alegre, a Paulista em São Paulo e a Brasil no Rio de Janeiro. Mais ou menos isso.

A diferença é que nos anos 90 era praticamente mato. Era a casa da minha família, em frente a eterna Eletrônica Silva (que deve ser mais velha que Capão, hehhe), um ou outro domicilio e só.

Ao longo dos anos foi nítido o crescimento urbano. Vieram prédios, comércios, pizzarias e do lado da minha casa construíram um supermercado. Este que todo ano mudava de nome e de dono. Era incrível.

Final de 2007 iria ter uma festa de fim de ano em uma balada famosa. Eu, meu irmão e um amigo nosso compramos convites.

No início da noite passamos as comemorações da virada com a família e o nosso amigo, conhecido como Sanduba, ficou de passar em nosso domicílio à 1h. Apareceu perto do horário combinado.


Fomos no carro do meu avô e na saída pedi para o meu pai deixar o cadeado para fora do portão, pois voltaríamos a hora que eles estivessem dormindo e com a chave em mãos não precisaríamos acordá-los.

Enfim, pé no acelerador e tomar cuidado com as tragédias do caminho. A primeira estava no próprio trajeto até o local do evento. A impressão  que deu é que o Rio Grande do Sul estava todo lá na Paraguaçu! Parecia hora do rush das cidades grandes.Aquele engarrafamento que não se mexia, buzinas, gritos e lembro até de ter visto batida.

O ritmo era lento. Andava alguns centímetros..,,parava horas. Assim foi.

Já sentia a irritação dentro de mim. Passando os primeiros momentos de 2008 dentro de um carro, preso em um trânsito. Pior: sem expectativa de se livrar do problema.


Meu irmão estava no volante e visivelmente cansado daquela loucura encontrou um estacionamento, mais ou menos próximo à balada. Foi difícil se desvincilhar de alguns carros, mas Fred conseguiu chegar no estacionamento privado. Olhei no relógio e já eram 3h30! Sim, ficamos por volta de 2h30 no engarrafamento.

Caminhamos um bocado até a entrada do destino final e vimos a consequência de um trânsito louco: uma fila imensa para entrar!!

Já que estávamos no inferno, fomos encarar o diabo.

A fila até que andava, mas desordenada. O famoso empurra-empurra. Tentava caminhar e ia para um lado e para o outro, sentia a mão de um qualquer em mim, outro que se desequilibrava e caia em cima de mim. Um verdadeiro manicômio.

Após essas trapalhadas, consegui entrar no local. Entupido de gente!!Mal conseguia caminhar.

A festa era open bar. Fui até o bar pegar uma cerveja para relaxar e tentar curtir a noite. Claro, uma fila imensa para pegar bebida. Tinha que ir se enfiando até próximo de um barman e este olhar para ti e questionar seu pedido. Após várias tentativas, fui atendido. Ouço que a breja já havia acabado. Então, pedi um refrigerante. Não tinha também. Só havia champanhe. Não sou fã dessa bebida, mas já que só `tem tu vai tu mesmo'.

Peguei a minha taça de champanhe e antes de começar a beber, uma menina estava vindo na minha direção, tropeçou em alguma coisa, bateu em meu copo e derrubou o líquido na minha roupa inteira!!

Ela me pediu desculpas pelo incidente. Eu nervoso com tudo, apenas pedi educadamente, que seguisse seu rumo (mas no fundo já pensava: que mais falta acontecer hoje?). Que situação!

O próximo passo era encontrar um lugar para ficar. A balada tinha vários ambientes. Cada um tocava um tipo de música. Todos estavam lotados! Alguns não davam nem para entrar. Senão me engano, o de pagode era o menos entupido (não confundir com vazio). Era o único que dava para dar um passo sem esbarrar em alguém. Não sou fã do estilo, então não fiquei satisfeito em estar ali.


Após alguns minutos, já vi que eram por volta das 5h da manhã e olhei para o meu irmão e o meu amigo e decidimos que era hora de partir. Tive a sensação que não se aproveitou nada da noite.

Ainda pararam para comer um lanche. Eu sem fome, não me alimentei.

Em seguida deixamos o Sanduba em sua hospedagem e depois fomos para o nosso aconchego.

Chegando na garagem fui procurar o cadeado para abrir o portão e estava do lado de dentro!!!  Já me subiu um sangue. Tava com sono,irritado e deixaram o cadeado do lado de dentro! A sorte era que o portão era de madeira em volta (sustentado por rodinhas) e no meio era composto por vários arames. Fui arrebentando alguns até que minha mão chegou confortavelmente ao cadeado e abri.

Ao descer do veículo meu pai apareceu e eu fui indagá-lo por qual motivo não cumpriu o nosso combinado. Ele apenas pedia silêncio, pois os meus avôs estavam dormindo. Se tem uma situação que irrita é quando você quer falar, gritar e a outra pessoa só pede que você permaneça quieto.

Após tentar três vezes falar com o meu pai e ele negar, peguei um molho de chave que estava na minha mão e atirei-o na mesa que ficava na sala. Fez um estouro!! Um barulho que deve ter acordado Capão da Canoa inteira! Meu pai e meu irmão apenas olhavam assustados com o fato.

Meu irmão perguntava se eu tinha bosta na cabeça. Repetiu isso umas três ou quatro vezes. Agora era eu que não queria conversa.

Nesse momento eu já estava no meu quarto e pronto para dormir. Abri o guarda-roupa para procurar os meus pijamas e nada. Procurei em outros cômodos da casa e nada. Quando fui até a lavanderia vi que tudo estava lavando!!

Depois disso, desisti e apenas me deitei. Lembro de ter que esperar mais de uma hora até a raiva passar, pegar no sono e esquecer essa noite trágica.

Observações:
1) Possivelmente foi a penúltima vez que passei o ano-novo nessa casa. Meu avô, que quem cuidada de fato do recinto, faleceu em 2009 e meses depois a casa foi vendida. Revi-la pela última vez em 2014. Abandonada. Hoje não sei como está. Se alguém alugou, se virou comércio (a tendência daquela região). Se alguém souber me avise.

2)No dia seguinte ao relatado acima, conversei com o meu pai e o perguntei sobre o cadeado. Ele disse que não havíamos combinado nada. Mas retruquei dizendo que lembrava de ter feito o pedido e ele concordado. Vai saber...

3)Um ano depois dessa noite, me recordo de ter encontrado Sanduba em um bar. Lembramos do episódio. Mas a impressão que ele passou é que apesar de alguns incômodos, aquele réveillon não foi tão ruim para ele como para mim.

4) Não sei se esse foi o pior réveillon da minha vida. Teve um que foi trágico também (2009 para 2010) e quem sabe um dia eu conte.

Vida que segue e feliz 2017.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A noite mais insana de 2015!

2016 já está acabando. Mas vou escrever sobre um relato ocorrido em 2015. Em um daqueles dias que parecem normais, mas que tudo insanamente vai acontecendo, parecendo não ter fim, tamanha loucura naquela noite incansável e interminável. Visando não esquecer a grande sequência de fatos inusitados ocorrido entre 7 pessoas (4 homens e 3 mulheres), resolvi, em uma noite qualquer,sem brilho e emoção, falar sobre esse episódio. Para preservar a identidade dos envolvidos, seus nomes foram alterados.

Vamos lá:
Meados de agosto de 2015, uma sexta-feira, Joaquim resolveu dar um churrasco em sua casa. Morava sozinho e via em seu lar a chance de fazer algo que reunisse seus amigos e fosse divertido. Na verdade foi muito mais que isso. Inicialmente os convidados foram Roberto, Manoel e Teodora. Todos confirmaram presença no evento que estava marcado às 20h30 (de Brasília).

Primeiramente chegou Teodora.Não estava só. Trouxe duas amigas: Mafalda e Antônia.Claro que ambas foram bem-vindas ao local.

Joaquim estava feliz com a chegada das três, não só por serem do sexo feminino, mas porque trouxeram bebidas. Não só cerveja, como vodka, tequila, pinga e outras delícias etílicas.  Antônia era a mais empolgada. Falava bastante e bebia um pouco de cada diversidade adquirida. Tinha opiniões fortes sobre política, feminismo e também sobre sua vida (estudos e empregos). Mafalda era simpática, porém contida. Bebia só uma cervejinha e apenas abria a boca quando lhe perguntavam algo. Ganhava a simpatia dos presentes.

Já o anfitrião tomava conta da churrasqueira (onde assava queijo e frango), bebia sua 'breja' e puxava assunto com as mulheres. Assuntos que continham algo relacionado a sexo e que deixavam as convidadas por vezes constrangidas. Um exemplo foi ao questionar a Teodora se seu filho, 11 ou 12 anos, já tinha atividade sexual (sozinho ou com alguém). Não é algo muito simpático para se perguntar a uma mãe, principalmente na frente de outras pessoas.

Para desviar o foco do constrangimento, as meninas deram a sugestão de ir para uma festa que rolaria na cidade. A ideia era fazer do churras uma 'concentração' e depois ir para o tal evento. Joca (como era conhecido) não se mostrava muito animado.

Após um silêncio no ambiente, Mafalda questiona o proprietário do domicílio se haveria mais convidados. Quim (apelido de infância) revelou que havia chamado só mais dois amigos: Roberto e Manuel. Estes só dariam o ar da graça mais tarde.

Enfim, saiu a primeira leva de frangos. Todos beliscavam o pobre animalzinho morto, apreciavam as suas geladas bebidas e a agradável noite, onde se podia ver várias estrelas. Sinal que o período noturno seria longo e belo.

Passado algum tempo, os presentes escutam: ' Joca! Joca! Pode entrar?'.A autorização foi cedida.

Era Roberto. Chegava com uma coca-cola (desculpe o merchan), pois disse que não havia jantado e não queria consumir álcool com estômago vazio. Tipico fresco.Não aguentava nada pelo visto.

Beto, como sempre foi chamado, questionou o dono da residência se podia chamar Eugênio para o local. Na real, Eugênio queria ir no 'rolê' que estava tendo no município. O mesmo que as meninas haviam mencionado horas antes. Pelo whatsapp, através de Teodora,que já o conhecia,convenceu-o a vir e com a promessa que todos iriam posteriormente para a tal farra.

Com esse problema resolvido, Antônia, empolgada falou para jogar 'Verdade ou desafio'. Inicialmente todos ficaram meio contidos, mas foram convencidos pela idealizadora do projeto e por no fundo quererem de fato participar (só faltava a coragem)  e ver no que ia dar.


Enfim....os cinco sentaram ao redor de uma mesa redonda pegaram uma garrafa e iniciaram o jogo....


Como de costume e pouca bebedeira, os sorteados sempre escolhiam a opção ' Verdade'. Joaquim até queria mudar o nome só para 'Verdade'. Negado por todos ( he he he).

Os primeiros questionamentos eram sobre quando perdeu a virgindade, quais as posições sexuais preferidas, se beijaria alguém que estava no local, se achava alguém do local bonito e por aí vai.Aos homens sempre a clássica pergunta do 'fio-terra'. Os mais alterados e ousados eram Joaquim e Antônia.

Enquanto a brincadeira pegava fogo, Manoel apareceu no evento. Demorou para comparecer,pois a noite fez sua academia e depois enrolou em casa. Saudou os presentes e já foi intimado a participar do rolo.  O clima entre Manoel e Teodora seria o ápice desta história. Os dois já haviam trocado carícias em outras épocas.

Era curioso notar quantas vezes a garrafa sorteava Roberto para perguntar a Mafalda. A vida íntima da pobre moça foi destrinchada em vários questionamentos de Beto. Sua virgindade, quanto tempo que não tinha relação sexual, sobre aparar pelos pubianos. Nenhuma vez houve o contrário.


Em uma das giradas de garrafas, Teodora foi sorteada e aceitou um desafio. Joaquim pediu que ela desse 'selinho' em algum dos presentes. Ela escolheu Antônia. Uma confraternização entre amigas. Na sequência, Joaquim foi desafiado a beijar Manoel. Uma cena que seria dramática se os dois não negassem. Isso é muito difícil para os homens, pois fere a masculinidade. Quem é do sexo masculino sabe o que estou falando (pode não concordar, mas entende).

Nesse período finalmente apareceu Eugênio. Saudou todo mundo e já foi posto na roda. Era nítido seu susto ao ver o nível que estava a situação.

Brincadeira seguindo e Roberto e Antônia se beijaram. Depois, Antônia e Mafalda trocaram 'selinhos'.

Quem deixou o ambiente mais 'sério' foi Roberto. Este perguntou a Antônia se queria 'Verdade ou Desafio'. Ela aceitou mais um desafio. Então, Beto mandou-a mostrar os seios. A desafiada aceitou e meio constrangida (como se buscasse força) expôs-os aos presentes.

Garrafa vai, garrafa vem e é a vez de Roberto questionar Joaquim. Quim, alterado, disse que queria um desafio. Beto, louco, mandou-o  mostrar a nádega. Já sobre o efeito do álcool, o anfitrião mostrou, sem pudor, a bunda. Risos geral.

A 'coisa' foi ficando séria quando Antônia perguntou a Joaquim se queria verdade ou desafio. O cara, que no início queria trocar o nome da brincadeira, topou mais um desafio. A convidada desafiou o dono da casa a mostrar o saco. Ela disse saco e não pênis, que fique claro.

Sem pudor, Joca foi abaixando as calças. Os presente, rindo, não queriam ver a cena. Inclusive Antônia.Entretanto a lembraram que como desafiadora tinha que ver se a prova seria cumprida. E foi, segundo a própria.

Ao final do ato, Teodora lembrou a todos da festa na cidade. Acharam que era a melhor hora de cortar o 'mal pela raiz'.

Eram sete pessoas e dois carros. Teodora e Eugênio estavam com os seus veículos. Aquela deu carona para suas amigas,mais Joaquim e Manoel. Roberto acompanhou seu amigo.

O evento na cidade não parecia tão animado quanto a casa do Joaquim. Havia uma banda tocando reggae, cerveja quente (diferente das geladas do Joca) e nada de muito interessante.

Antônia, um pouco alterada, dava em cima de Manoel. Este não dava muita moral a ela. Queria a Teodora e vice-versa. Logo em seguida o primeiro par da noite se formou.

Mafalda precisava ir,pois trabalharia na manhã seguinte. Assim, Teodora, Manoel, Joaquim, Antônia  e Mafalda se foram. Despediram-se de Roberto e Eugênio.

No carro, o casalzinho foi na frente. Atrás, as outras duas minas e Joaquim.

Mafalda foi deixada em sua residência, mas a noite não acabou para os outros quatro.

Já embriagados e empolgados por mais diversão, resolveram ir para a zona. Dois homens e duas mulheres em direção a um prostíbulo!

Chegando ao local de orgia, tiveram a entrada dificultada, por ser um recinto apenas para homens e o preço estava um pouco 'salgado'. Deram meia volta e pararam em um posto de conveniência.Manoel encontrou um conhecido chato que o alugou por alguns minutos. Os outros três bebiam e conversavam.

Papo vai, papo vem e está na hora de deixar o posto. Teodora e Manoel na frente, Joaquim e Antônia atrás.

Durante o trajeto, Teodora e Manoel trocavam olhares e carinhos. Com um trânsito calmo e o álcool elevado era possível esse clima de paz. Interrompido por uma discussão na parte traseira do veículo. Antônia e Joaquim não estavam em um ritmo amistoso.

-" Você não toma banho, não?", perguntou Antônia.

-"O que eu tenho?", indagou Joaquim.

-"Você está fedendo. Tá um cheiro de bosta horrível. Vou abaixar o vidro", reclamou Antônia.

-" Ah, vai tomar no seu cu e não enche o saco", disse um enfurecido Joaquim.

-" Seu grosseiro! Machista! Vou chamar a polícia", ameaçou Antônia.

-" Vai tomar no seu cu. Vai toma no seu cu!", retrucava Quim

A discussão foi apartada pelos membros que estavam nos bancos da frente. Na sequência, Antônia foi para seu lar.

O próximo a ser deixado na residência era Joaquim, visivelmente transtornado com o episódio.

Chegaram na casa de Joca. Este se despediu dos 'pombinhos' (os dois ainda ficariam no carro namorando, digamos assim) e foi para seu aconchego.

Já em clima de dormir e pensar no que houve na noite, eis que vê uma luz acesa no seu quintal e escuta conversas.  Quim vai verificar e surpreendentemente vê Roberto e Eugênio ao fundo de sua casa  fazendo churrasco, bebendo cerveja, trocando ideia e com o rádio ligado!!!

Exato, a noite ainda não tinha terminado! Joaquim gostou de ver seus 'parças' aproveitando a noite!!

Bebeu junto com os dois, mas inicialmente não havia contado a briga que teve minutos antes.

No meio da prosa, o anfitrião questiona o porque pararam em sua casa para seguir curtindo a festa.

Os dois contaram que após a despedida dos cinco lá da festa na cidade, ficaram mais um pouco no recinto e depois de uma hora mais ou menos se foram. Eugênio daria carona a Roberto e este pediu que passasse na casa de Joaquim para buscar a coca-cola que havia esquecido na geladeira. Ao chegar para buscar o refrigerante (o portão dos fundos estava fechado, mas não trancado), Beto viu a churrasqueira cheia de carnes para assar, um monte de cerveja, olhou para Eugênio e disse: 'Vamos comer e beber mais um pouco? Matar a larica!". Eugênio ficou meio na dúvida, mas Roberto garantiu que não haveria problemas.Convite aceito.

Colocaram maminha, frango, queijo na churrasqueira e beberam muita cerveja. Deram risadas, ligaram o rádio. Depois de uns 60 minutos é que Joaquim apareceu.

Os três seguiram conversando, até que foram na frente da casa, ver sabe-se lá o que e ao abrir a porta viram no carro Manoel com uma careta meio estranha, Teodora se levantando e passando a mão na boca. Uma cena que foi constrangedora no início. Uma mistura de tragédia e comédia. Risos tentando ser disfarçados. Ambos saíram do carro e os cinco ficaram na casa. Manoel contou aos outros dois a peleia que havia ocorrido entre Joaquim e Antônia. Risos geral.

A madrugada já batia na casa das 5h e Eugênio se despediu de seus companheiros e foi para o seu aconchego.

Teodora e Manoel já estavam querendo partir, mas Joaquim, bêbado os avisou: 'Podem ficar aqui. Quiserem trepar fiquem 'sussa'. Aqui tem camisinha. Vou ficar no meu quarto, não amolo ninguém'.

É..deixou todos sem graça.

O próximo a deixar o histórico lugar foi Roberto.

Joaquim foi para seu quarto.

Teodora e Manoel ficaram a sós, no escuro, na sala de Joaquim. Manoel tentou encorajar sua parceria que parecia receosa a ceder na casa de um 'estranho'. Aos poucos ele convencendo-a e dando confiança para que ela se soltasse.

Os dois começaram a se beijar e o amasso foi ficando mais 'quente'. Beijo aqui, beijo ali, mão aqui, mão ali. Eis que o coito é interrompido por uma voz:

'Ei, me desculpem. Esqueci de tomar o remédio, vim pegar na gaveta"

Era Joaquim. De camisa e cueca. Uma cena linda!Mas este estava em sua casa e ninguém podia reclamar.

Enquanto tomava seu remédio e o casal o esperava voltar para seu quarto se escuta um barulho vindo do quintal. Era Roberto! De pijama (outra cena linda). Joaquim se assusta e pergunta porque havia retornado. O visitante afirma que só veio buscar a coca-cola esquecida na geladeira. Joaquim ri e o empurra para frente dos 'pombinhos' na sala. Os dois se assustam e Roberto apenas sai com a sua bebida.

Por fim, Joaquim vai para o seu quarto. Era a última chance de Teodora e Manoel terminarem o que tentaram começar. Novo reinício. Fogo acendendo, beijos, mãos, abraços...e mais uma vez se escuta uma voz. Era Joaquim passando para buscar água na geladeira. Pediu desculpas pelo incômodo e voltou ao seu habitat.

Mas não havia mais clima para tentar finalizar a noite com núpcias. Os dois apenas dormiram abraçados em um sofá.

Ai sim, fim de uma noite que tem muita história  para contar.


O único desenrolar que realmente teve foi o pedido de desculpa de Antônia para Joaquim no dia seguinte pela briga gerada. Os dois se acertaram.

Esta noite nunca foi esquecida por nenhum dos sete presentes. Sete estes que se encontraram, todos, apenas aquela vez.Não teve mais reuniões. Uma só bastou.








sábado, 8 de outubro de 2016

Uma banda chamada Made In Brazil- 2002/16

Por volta dos meus 14 ou 15 anos, época que eu estava começando a curtir rock n' roll, resolvi aprender a tocar contra-baixo. O motivo foi pelo fato de todo mundo querer aprender guitarra (alguém tem que' pagar de diferentão'). Já bateria, penso eu, exige muita coordenação (o que nunca foi o meu forte).


Como baixista nunca dei certo. Um pouco péla falta de maturidade para dedicar-se ao instrumento e também por não levar jeito para 'a coisa'.

No entanto, passei a apreciar muito o som de 4 cordas (principalmente solos) e a visão muda depois que passamos a estudar música.

Nesse período da adolescência, todas às quintas-feiras tinha aula com o professor Paulonez, onde conheci muitas bandas.

Uma delas foi o Made in Brazil. Me recordo dele colocando o CD no rádio (bem diferente dos tempos atuais que tudo é no PC) e eu achando o máximo aquela banda formada em 1967 fazendo um rock n roll com pitadas de blues. Típica banda 'old school'.

Paulonez sempre teve um grande coração e após eu dizer que adorei a banda recebi o CD, por empréstimo, para poder ouvir por algumas semanas.

Viciei no som!!

Era uma coletânea com as melhores músicas do grupo paulistano. Estava sempre escutando 'Jack, o estripado', 'Anjo da Guarda', 'Tudo bem, tudo bom', 'Uma banda Made in Brazil', 'Minha vida é rock 'n rol' e etc...

Um som 'simples' com letras engraçadas. Não tem porque não gostar do grupo brasileiro mais antigo em atividade (até onde se sabe)!



Em 2002, véspera da final da Copa do Mundo (pentacampeonato do Brasil. Vitória dos comandados de Felipão sobre a Alemanha por 2 a 0), vi o Made In Brazil ao vivo.

O evento ocorreu no SESC São Carlos. Um lugar bom e onde se fica próximo do palco. Tendo uma boa relação banda-público.

Todos os clássicos da banda foram executados e os integrantes foram muito simpáticos e bem-humorados. Naquele dia soube , através dos próprios durante o show, que tiveram um CD gravado nos anos 70, que foi censurado pela ditadura militar e estariam lançando somente naquele período (saiu em 2005). Logo o Made in Brazil, uma banda com letras engraçadas e que falam do cotidiano passarem por essa situação. Tudo porque qualquer dúbia interpretação ou a capa poder parecer uma crítica, já tem o trabalho censurado pelo governo. Há quem ainda queira a volta da ditadura, mas isso é outro papo.


CD censurado pela ditadura militar

Enfim, foi uma noite bem agradável.

Os anos se passaram e segui curtindo mais rock n' roll. Dia 8 de outubro terei a oportunidade de ver o Made In Brazil novamente. Desta vez, mais velho (eu), podendo ouvir de novo em um outro momento da minha vida, creio que escutarei com 'outros ouvidos e aproveitarei mais'.
Mas sabendo também que certamente o público será diferente. Um pessoal mais voltado a filmar e fotografar o show e postar nas redes sociais do que curtir as músicas. Isso eu lamento e acho triste essa mudança .Enfim...espero ter bom proveito de uma das melhores bandas tupiniquins e que me fez gostar logo de cara!


Créditos da fotos: divulgação

sábado, 1 de outubro de 2016

Quando fui a Las Piedras-URU com um canadense ver futebol!

Durante a minha primeira semana em Montevidéu conheci um canadense que estava tentando a vida de jogador de futebol no Uruguai. Já era março  e o norte-americano estava no sul da América desde janeiro. Inicialmente, atuou pelo Danúbio e depois passou pelo Juventud. Apenas testes. Sem acerto, Alexis retornaria ao Quebec na próxima semana.

Na sexta-feira a noite, o até então lateral-direito me chamou para assistir a partida entre essas duas equipes pelo Campeonato Uruguaio. Seria sábado a tarde no Estádio Parque das Artigas, pertencente ao  Juventud.

Por volta do meio-dia almoçamos  em um bar de peruanos que era vizinho ao hostel onde estávamos hospedados e na sequência fomos para um ponto de ônibus. Embarcamos e Alexis começou a falar de sua vida no Canadá e seus hobbies. Um deles era colecionar músicas. Tinha seu Ipod onde havia 'trocentas ' músicas. A maioria rap e hip-hop. O questionei se tinha alguma canção  brasileira e a resposta foi: `Sim, tenho Michel Teló`. Parei ali mesmo....

Depois falamos de futebol, onde ele adorava contar sobre a Major League Soccer dizendo que será a maior liga das Américas em breve e também o quanto gostava de jogadores brasileiros. Conhecia vários, principalmente os que atuavam na Europa. Especialmente na Espanha onde assistia  La Liga.


A conversa fluía e eu me dei conta que não chegávamos nunca ao estádio.  Perguntei por qual motivo demorava tanto e Alexis me explicou que o Juventud não era de Montevideu e sim de Las Piedras, uma cidade próxima a capital uruguaia. Explicado, mas eu não sabia que estava indo para outra cidade.

Passado mais alguns longos minutos chegamos ao destino. Me surpreendeu a precariedade da cancha. Muito simples, parecendo de times de terceira divisão estadual...para menos.

Alexis já era conhecido do clube e por isso entramos sem pagar.Estava muito sol e lá não tinha área coberta. Não levei protetor solar.
Alexis e eu já no Parque das Artigas


Me assustou e poderão ver nas fotos a precariedade das cabines de imprensa.Quase não existiam. Conversei com um jornalista que estava lá e ele se mostrava envergonhado com tudo isso: `Um país bicampeão do mundo ainda ter estádios assim (precários)'.
Parte da acomodação da imprensa no Parque das Artigas 

Banheiros


Apesar disso, eu estava gostando muito de estar lá. Não só porque gosto de futebol, mas a simplicidade tem suas vantagens. É tudo menos burocrático. Mais sincero e menos artificial. Diferente das grandes arenas. Comidas baratas e vendidas em churrasqueiras elétricas. Coisa simples, que traz mais alma ao estádio e menos `glamour`.Muita gente em pé vendo o jogo, pessoas humildes podendo frequentar o estádio. Isso é bem legal.
Lanchonete!


Equipe do Juventud


Não ficamos até o fim do jogo. Após a terceira insistida de Alexis, fomos embora na metade do segundo tempo. Sei que o Danúbio venceu os anfitriões por 3 a 2.

Voltamos de tardinha para o hostel e eu todo queimado do sol!! Me recordo de pessoas perguntando se eu tinha ido à praia. Disse que sim. A Punta del Este. Uma senhora acreditou. Depois desmenti,claro.

A noite, eu e Alexis saímos para jantar e na sequência fomos comprar frutas. O canadense era econômico e sabia os lugares em que vendiam os produtos mais baratos. Ele queria comprar uma maçã e andamos altas horas da noite atrás do supermercado que queria ir. Depois Alexis  confessou que andamos muito, pois se perdeu no caminho (risos).

No domingo, ainda batemos uma bolinha. Conheci um pouco sua habilidade no futebol e ele a minha falta de habilidade. Na segunda-feira ainda teve uma despedida e na terça voltou para o norte da América.

Este foi um dos grandes amigos que fiz nesta viagem. Alexis segue jogando futebol semi-amador pelo FC Lanaudiere em sua cidade natal e atualmente cursa educação física na Universidade MC Gill.

Crédito das fotos: Leonardo Cantarelli/Arquivo pessoal

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Viagem ao Uruguai: a ida de ônibus e conhecendo todo aquele país

Introdução:Viajar é um dos grandes prazeres da vida! Ao menos uma vez por ano quero visitar algum lugar que nunca estive antes.

A minha viagem mais marcante, não necessariamente o lugar mais bonito, que estive foi o Uruguai. Março de 2014 fui estudar espanhol em Montevidéu e após 27 dias retornei com várias histórias. Algumas serão relatadas neste blog.




Esta postagem abordará a minha saída de ônibus de Porto Alegre até a capital uruguaia.

Trajeto: Era sábado de carnaval. Mas meu foco era um só: a viagem para a República Oriental do Uruguai. Passei a tarde toda pensando nessa minha aventura inesquecível.


Me recordo de sentar em uma poltrona no final do ônibus. Ao meu lado chegou uma pessoa e eu educadamente disse: 'Oi'.

A resposta foi: 'Speak English'?

Afirmei que sim e começamos a conversar. O ser que me acompanharia até o destino final se chamava Mark, era um dinamarquês que vivia em Manaus/AM e estava na capital gaúcha visitando um amigo. Iria de férias conhecer o Uruguai! Que caso único!

Mesmo sendo de noite e com um pouco de sono não conseguia dormir. A ansiedade em atravessar a fronteira e ver novas paisagens era grande!!!! Parecia que o Rio Grande do Sul não terminava!

Demorou, mas cheguei ao norte do Uruguai e aquela sensação: 'mais um país para a coleção!'.

O ônibus parou em algumas cidades antes de chegar a maior cidade daquela pátria. O que me chamava a atenção era a simplicidade dos municípios (Melo, Treinta Y Três,San Carlo e possivelmente mais dois que não recordo o nome) . Bem parecido com cidadezinhas do interior. O ar de calmaria que passava era muito grande. Em um mundo com tantos prédios, escritórios é bom ainda perceber que há lugares que tem muito verde, gado e tranquilidade.

A única exceção foi Punta Del Este, onde parecia um lugar bem artificial e totalmente voltado ao turismo. Uma cidade fora dos padrões de outras uruguaias.


Por volta das 9h da manhã no Uruguai (onde naquela época tinha uma hora de diferença para o de Brasília) cheguei ao destino final.


Cheguei a dividir o taxi com o dinamarquês que me acompanhou no trajeto. Após o motorista deixá-lo em seu hotel, pouco depois fui para o hostel na Ciudad Vieja (centro antigo de Montevidéu). Com muito sono, só perguntei onde era o meu quarto. Dormi o dia inteiro e a noite acordei...onde de fato começou minha viagem....e vejam as próximas postagens.


Além da Estrada:
Um filme que aborda bem o que foi relatado nesta postagem chama-se Além da Estrada. A obra mostra todo o Uruguai. Começa na capital e passa pelo interior. Quem conhece o Uruguai e vê o vídeo dirigido pelo brasileiro Charly Braun sente uma nostalgia e vontade de poder voltar ao passado. A história é  bobinha. Fala de um argentino que tenta conquistar o coração de uma belga (que vai atrás de um uruguaio). Apesar da história previsível, só por mostrar este belo país já vale a pena assisti-lo.




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Meu surpreendente, inesperado e inesquecível aniversário de 30 anos

Quando criança achamos que a fase adulta está distante. Pensamos que seremos sempre pequenos e nunca nos tornaremos "maiores".

Mas quando chegamos na adolescência começamos a pensar nas festas de 18, 20, 25 anos como aquelas que serão extremamente agitadas. Muita farra, bebida, amigos, presentes, histórias para posteridade e etc. 

Sonhava o mesmo quando chegasse a minha trigésima década vivida. Mas em tempos de crise e outros motivos, não foi possível.  Foi algo mais discreto. O que não deixou de ser bom e memorável.



O dia 27 de maio de 2015 caiu em uma quarta-feira.Data em que o FBI prendeu dirigentes da Fifa e vários presidentes de federações (inclusive o da CBF) na Suíça. Dentro de campo, o Cruzeiro tomou uma 'surra' do River Plate, em pleno Mineirão, e foi eliminado da Libertadores. 

Voltando ao meu níver (o mais importante de tudo), teve apenas uma reunião na casa da minha tia (Dinda) Maritza com o seu marido Jorge e a minha vó Eva. 

Compramos pizza e durante o jantar falávamos sobre viagens,língua italiana (onde minha tia e eu estávamos iniciando no idioma) e um pouco da alemã.

A minha vó, já mais debilitada, se comunicava pouco. Na hora do parabéns ela me felicitou com beijos e carinhos.

Após o término da festa retornei à minha casa, assisti televisão e dormi.

Os dias se seguiram e a saúde da minha vó seguiu piorando, até que no dia 15 de setembro ela faleceu. Foi o último dos meus avós a partir. 2015 foi o último ano que tive a oportunidade de comemorar um aniversário com um/a avô/avó.Isso não será mais possível. Uma das crueldades da vida é essa: ter que aceitar a morte de quem gostamos e saber que nunca mais iremos vê-los.

Aqui fica a recordação do meu aniversário de 30 anos e o motivo de ter sido tão especial.  Entre 2013 e 15 eu vivi com a minha avó e digo que foram anos muito importantes de carinhos que não terei mais. Fica agora, assim como de outros entes familiares queridos que se foram, apenas a saudade.

Bônus: O último aniversário da Eva

Já que rendeu bastante (sic) o texto sobre os meus 30 anos (aham) resolvi falar dos 86 da Eva. Possivelmente o dia mais feliz da minha avó e um dos mais memoráveis de 2015.

No último ano, minha vó sofria muito com as várias doenças que tinha.No dia 30 de junho seria seu 86º aniversário. Na véspera ela passou mal e minha tia Maritza cogitou adiar e até cancelar a festa.

Mas na manhã do evento minha vó acordou disposta. Na hora do almoço estava bem arrumada e sorrindo muito. Foi uma grata surpresa.

O evento estava marcado por volta das 16h e nesse período os convidados foram chegando (vizinhos, parentes e amigos).

Estávamos todos reunidos em uma mesa e me chamava atenção a disposição da aniversariante. Falando e rindo. Diferente de sua triste rotina que era sentir dores, tomar remédio e dormir para acabar com o tédio. 

Enfim, foi uma comemoração muito bonita. Como se a própria soubesse que era o seu último.

No final da noite, até comentei com a minha Dinda que deveríamos fazer um aniversário todos os dias. Quem sabe o ânimo melhorasse.

Minha vó passou muito bem o dia seguinte, mas aos poucos foi voltando, infelizmente, ao seu estado terrível de saúde.

Até que chegou o dia 15 de setembro e ela descansou. Ninguém queria que ela fosse, mas ao menos sabemos que ela parou de sofrer. Isso alivia.

Fica agora as recordações dos bons tempos que passei ao lado dela. Dos quase três anos que morei com ela e não tivemos briga. Da infância, adolescência onde nos encontrávamos apenas em dezembro e passávamos Natal e Reveillón juntos.

Só agradeço os bons momentos que agora viraram recordações.